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16 de nov. de 2009

Duas exposições

CULTURA

1. Fica em cartaz até o dia 30, no Casarão Brasil (Rua Frei Caneca, 1057. Fone: 3171-3739), a exposição Olhos Vendados. Trata-se de uma homenagem aos 200 anos de nascimento de Louis Braille - o criador do código de leitura para deficientes visuais - com esculturas de papel machê boladas pela artista plástica Adriana Rizkallah.

2. Começa amanhã (e fica até dia 28) a exposição Bandeiras, no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), da artista Fernanda Rodante. Cada tela será legendada por um poeta, filósofo ou ativista paulistano.

Ambas as mostras são de graça.



Domingo, 15 de novembro de 2009

15 de nov. de 2009

Poeta Marcelo Tápia lança novo livro hoje

CULTURA

Diretor da Casa Guilherme de Almeida, o poeta Marcelo Tápia lança hoje, às 19h30, na Casa das Rosas, seu livro Valor de Uso - depois de um silêncio poético que já durava 13 anos.

Nascido em 1954 na cidade de Tietê, no interior paulista, Tápia é poeta, tradutor, ensaísta e editor. Como cantor, integra o grupo de música irlandesa Irish Dremas e colabora com o Colher de Pau. Também se dedica a um repertório de música e poesia grega arcaicas.


Sexta-feira, 13 de novembro de 2009

14 de nov. de 2009

As ruas São Paulo

HISTÓRIA

Dá até para se confundir. São Paulo tem quinze ruas, travessas, avenidas e viadutos chamados São Paulo. Dez homenageiam a própria cidade, quatro são por causa do santo católico e uma, a Rua São Paulo Antigo, no Morumbi, se refere ao livro homônimo do historiador Antonio Egídio Martins.

A primeira rua paulistana a ser denominada São Paulo fica na Liberdade. Oficialmente, foi batizada assim em 1916 - mas já era conhecida pelo nome desde 1897. Na época, aliás, a Praça Almeida Júnior - onde a via começa - se chamava Largo São Paulo.


Domingo, 8 de novembro de 2009

13 de nov. de 2009

Uma frase e um vídeo: Roberto Loeb

ARQUITETURA

Quarto mais lembrado, em enquete realizada pelo Estado, como dono do melhor escritório da cidade, o arquiteto Roberto Loeb é o último desta série do Blog da Metrópole.

"Adoro São Paulo porque vejo no caos a oportunidade. A cidade sempre está no meu imaginário. Com meu trabalho, tento fazer com que ela seja mais humana, melhor, mais acessível."
Roberto Loeb




Sexta-feira, 6 de novembro de 2009

12 de nov. de 2009

Uma frase e um vídeo: Isay Weinfeld

ARQUITETURA

O badalado arquiteto Isay Weinfeld foi o terceiro mais lembrado, em enquete realizada pelo Estado, como dono do melhor escritório de arquitetura de São Paulo. Continuamos a série, publicando uma frase de Weinfeld e o vídeo produzido com ele:

"Se eu estou fazendo uma residência e o casal pede para escolher a maçaneta mais barata possível para o quarto de empregada, eu me incomodo. Não sei fazer assim, não suporto a diferença, a discriminação. São meus valores. Tal situação mexe comigo e na hora eu perco a vontade de fazer o projeto."
Isay Weinfeld




Quinta-feira, 5 de novembro de 2009

11 de nov. de 2009

SP 'revive' Guerra dos Emboabas

HISTÓRIA

Prato cheio para quem gosta de História. A partir do dia 8, fica em cartaz na Casa do Bandeirante (Praça Monteiro Lobato, s/nº, Butantã. Fone: 3721-8611) a exposição Guerra dos Emboabas - 300 Anos Depois. Exibida entre agosto e setembro em Belo Horizonte (MG), a mostra conta como foi o conflito que lhe empresta o título, por meio de textos, fotos ilustrações e reprodução de material iconográfico.

Essa viagem no tempo começa com o Mito do Eldorado, lenda que teria ajudado a atrair aventureiros para o interior do continente em busca de pedras e metais preciosos. Mais adiante, um módulo retrata como eram os bandeirantes paulistas que descobriram o ouro em Minas Gerais, sua vida e cultura e os objetivos e contribuições de suas bandeiras.

Os principais locais do embate, que ocorreram onde hoje estão localizados os municípios mineiros de Ouro Preto, São João del Rei, Sabará e Caeté, são objeto de mapas, gravuras e textos da época, assim como ilustrações e fotografias atuais dessas cidades históricas. Os conflitos são descritos com os detalhes narrados pelos historiadores nos últimos três séculos e ilustrados com artefatos de mineração e reproduções como um ex-voto pintado por uma testemunha ocular da guerra.

A exposição ocupa os mais de 300 m² da Casa do Bandeirante, por si só um símbolo histórico à parte. Afinal, trata-se de uma das poucas construções remanescentes da arquitetura paulista da primeira metade do século 18.

Paralelamente a esse evento, o Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149. Fone: 2168-1700) sedia ainda, das 10h30 às 19h do dia 9, um ciclo de palestras intitulado 300 Anos da Criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro.


Quarta-feira, 4 de novembro de 2009

10 de nov. de 2009

Duas frases e um vídeo: Botti Rubin

ARQUITETURA

Na sequência da série, as frases e o vídeo de Alberto Botti e Marc Rubin, do segundo melhor escritório de São Paulo, de acordo com a enquete do Estado.

"Meus herdeiros são meus arquitetos. Está no testamento. No dia em que eu sair daqui do escritório, minha parte vai para eles, para a equipe. Eles são meus sucessores. Para minha família, fica o resto do patrimônio. Porque Botti Rubin não é uma propriedade apenas econômica."
Alberto Botti

"Quando decidi me tornar arquiteto, não tinha tanta certeza sobre o meu talento. Na verdade, ainda acredito que isso tudo é resultado mais de trabalho que de talento."
Marc Rubin




Terça-feira, 3 de novembro de 2009

9 de nov. de 2009

Três frases e um vídeo: Aflalo & Gasperini

ARQUITETURA

Na semana passada, o Estado publicou um suplemento especial intitulado "Arquitetura em SP". Nele, constavam os resultados de uma enquete realizada pelo jornal para eleger os cinco melhores escritórios de arquitetura de São Paulo. Todos foram perfilados pela reportagem e, com exceção de Paulo Mendes da Rocha - que não topou participar -, gravaram um vídeo. A partir de hoje, publico aqui algumas frases que não entraram no especial, seguidas da reportagem audiovisual.

Para começar, o escritório Aflalo & Gasperini, eleito o melhor da cidade:

"Resolvi ser arquiteto porque nós estávamos completamente na merda depois da guerra. Todas as profissões eram terrivelmente desacreditadas. Então eu via duas opções: ou a medicina, que era do meu pai, ou as artes. De repente, comecei a me dedicar às artes. E, então, acabei entrando em arquitetura.
Gian Carlo Gasperini

"Gosto de enganar a rotina. Costumo variar o deslocamento de casa (na região do Parque do Ibirapuera) ao escritório (na Vila Olímpia). De manhã, venho pela Avenida Juscelino Kubitschek. À tarde, eu prefiro passar por trás da Vila Nova Conceição, que tem uma aspecto mais agradável, menos agressivo."
Roberto Aflalo Filho

"No começo da carreira, eu era 100% arquitetura. Agora desenvolvo outras atividades, até para tomar um pouco de distância da área. Pratico esportes: corrida, natação, ciclismo... É preciso uma grande disciplina para fazer isso diariamente - e eu faço porque gosto. Às segundas, ainda tenho aulas de violão."
Luiz Felipe Aflalo Herman




Segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2 de nov. de 2009

Lembranças de um GP Brasil

ESPORTE

Às 11h de hoje (horário de Brasília) será dada a largada do GP de Abu Dabi, que encerra o campeonato 2009 de Fórmula 1. A corrida promete ser bem sem-graça. Primeiro, porque o circuito (novíssimo) é daqueles chatos, em que as chances de ultrapassagem praticamente não existem; segundo porque o campeão do ano já está definido desde a corrida passada, no Brasil: o inglês Jenson Button.

Três semanas atrás, o Estado publicou um perfil de Carlos Montagner, de 61 anos, diretor de prova do GP Brasil. Na semana que antecedeu a publicação, foram horas de conversa dele com este repórter. Ao fim da entrevista, falávamos sobre o "torcedor" que habita cada "diretor de prova". Ele concordou:

"No mundo todo não existe um diretor que não torça para alguém. Da boca para fora eu não posso torcer, é claro. Mas tenho minhas preferências. Gostaria que o Rubinho (Barrichello) ganhasse, que o Felipe Massa estivesse correndo e ganhasse. No ano passado, por exemplo, fiquei muito chateado porque dei a bandeirada para o Felipe como 'campeão do mundo' e, segundos depois, para o (Lewis) Hamilton como campeão. Fiquei muito emocionado. Dois campeões na mesma corrida? Nunca tinha visto isso. Realmente aconteceu uma coisa diferente. Vi todos comemorando e, logo depois, 'descomemorando'."


Domingo, 1º de novembro de 2009

23 de out. de 2009

Três nomes de rua, três explicações

HISTÓRIA

Rua Murmúrios da Tarde, em Itaquera
A rua homenageia o poema homônimo de Castro Alves (1847-1871), publicado no livro Espumas Flutuantes, único lançado em vida pelo autor romântico. Ao longo de seus 55 versos, Castro Alves antecipa o estilo descritivo do parnasianismo, que só se firmaria anos depois, com Olavo Bilac (1865-1918).
Curiosidade: fica nesta rua a entrada do Parque Raul Seixas.

Travessa Soneto à Lua, em Cidade Ademar
Estreita e pequena - mede menos de 100 metros -, esta ruazinha da Zona Sul carrega o mesmo nome de um soneto do diplomata, compositor e poeta Vinicius de Moraes (1913-1980). A obra foi publicada em 1938, no livro Novos Poemas.
Curiosidade: Até 1991, a rua era chamada de Travessa Santo Afonso.

Rua dos Aflitos, na Liberdade
Indigentes, criminosos e escravos mortos em São Paulo costumavam ser enterrados no Cemitério dos Aflitos, aberto em 1775. No século seguinte - mais precisamente a partir de 1858, com a abertura do Cemitério da Consolação - o local foi abandonado e, em ruínas, acabou loteado. Do terreno original, sobrou apenas a igrejinha que ficava dentro dele. O beco que dá acesso a ela é chamado de Rua dos Aflitos.


Domingo, 25 de outubro de 2009

16 de out. de 2009

Kits sustentáveis

GERAL

Nas mãos de voluntários - são 5 mil na Grande São Paulo - garrafas pet se transformam em bolsas, caixinhas de leite em sacolas, potes de maionese em porta-cotonetes. Restos de tecidos viram mantas e roupinhas de bebê. Idealizado por uma igreja, o projeto "Mãos que Ajudam" chega amanhã, Dia das Crianças, à marca de 13 mil kits para gestantes distribuídos desde a sua criação, em 2001. Além de ser um programa de ajuda humanitária e serviço comunitário, ainda contribui com o meio ambiente. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail conselho.apme@sudmail.com.br.


Domingo, 11 de outubro de 2009

15 de out. de 2009

Os artistas do lixo, em filminho

ARTE

Em maio, graças a uma dica do fotógrafo Tiago Queiroz, conheci Rodrigo Machado e Cleber Padovani, uma dupla de artistas plásticos que fazem esculturas de lixo pelas ruas da cidade. Rendeu reportagem no jornal e post aqui no blog.

Eles continuam na ativa. Volto ao assunto porque recentemente fizeram e me enviaram um videozinho que mostra bem como é o seu esquema de produção. Eis o filme:




Domingo, 11 de outubro de 2009

14 de out. de 2009

Em três anos, apenas 8 quilômetros de "asfalto borracha"

URBANISMO

Em 2006, São Paulo começou a testar o chamado "asfalto de borracha" em sua malha viária urbana. O material, que leva em sua composição 15% de pó de pneu, foi utilizado em um trecho de 2,5 quilômetros da Avenida Olavo Fontoura, na Zona Norte.

O "asfalto de borracha" já é bastante utilizado em cidades europeias e em algumas rodovias brasileiras, como a Anhanguera, a Castello Branco e a Imigrantes. Ecologicamente correto - por aproveitar, em sua composição, pneus velhos e ter vida útil duas vezes maior -, tem ainda a seu favor outra vantagem: ajuda a reduzir o barulho causado pelo tráfego.

Na capital paulista, entretanto, o projeto não evoluiu muito. Três anos se passaram e a cidade conta apenas com 8 quilômetros de "asfalto de borracha". Confira:

1. Avenida Olavo Fontoura: 2.500 metros
2. Praça Campo de Bagatelle: 786 metros
3. Ruas Major Natanael, Itajobi e Capivari: 1.058 metros
4. Rua Libero Badaró: 670 metros
5. Viaduto do Chá: 240 metros
6. Rua Tajuras: 500 metros
7. Alça da Ponte Cidade Jardim: 366,7 metros
8. Alça da Ponte Cidade Universitária: 1.526 metros
9. Rua Boa Vista: 550 metros

Sexta-feira, 28 de agosto de 2009

12 de out. de 2009

Euclides da Cunha, pelas hermas dos poetas

MEMÓRIA

Mais de um século depois, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco deve, enfim, ter os bustos de três poetas que lá estudaram: Álvares de Azevedo (1831-1852), Castro Alves (1847-1871) e Fagundes Varela (1841-1875). Em 1907, após diversas campanhas, os alunos do Centro Acadêmico conseguiram viabilizar a construção apenas da herma de Azevedo.

Agora, graças a uma parceria da Associação de Antigos Alunos da Faculdade com a Editora Lettera.doc, um livro será lançado com a conferência que Euclides da Cunha (1866-1909) proferiu sobre Castro Alves, na época, para arrecadar dinheiro para as homenagens. Quem adquirir um exemplar (R$ 50) até segunda-feira (31), terá seu nome publicado no final da obra, como colaborador do projeto.

Duas correspondências de Euclides da Cunha mostram sua preocupação com o evento de 1907. A primeira, dirigida ao então presidente do Centro Acadêmico, César Lacerda de Vergueiro. A outra, enviada a seu amigo Francisco de Escobar. Ei-las:

A César Lacerda de Vergueiro:

César Lacerda de Vergueiro
Centro Acadêmico Onze de Agosto
Rua 15 de Novembro 54 (2º Andar)
S. Paulo

Rio – 27-11-1907

Ilmo. Sr. Dr. César de Lacerda Vergueiro,

confirmando o meu telegrama anterior, comunico que partirei daqui no próximo domingo, 1º de Dezembro, pelo noturno, realizando-se a nossa conferência no dia 2, à noite. Renovo comunicação apenas por temer que se tenha extraviado o telegrama. O assunto é – conforme também já mandei dizer “Castro Alves e o seu tempo”.

Com a mais elevada consideração e estima, sou seu
compatriota atº amº obrdº
Euclides da Cunha


A Francisco de Escobar:

Rio, 28 de novembro de 1907

Escobar

Somente hoje retirei a tua carta registrada, com valor, ficando desapontado por ver que me mandavas uns dezessete mil réis, quase não me lembrava mais. Que diabo de preocupação foi essa? Então andamos como dois massudos burgueses, a regularem contas? Felizmente, o desagradável incidente foi compensado, porque na mesma carta me dás notícias tuas, e diz que estás bom, assim como a d. Francisca e todos.

Também por aqui me anda a praga dos filhos. Nasceu mais um, no dia 16 de novembro. Chamei-o Luís, percorrendo o calendário exausto.

Estou ficando patriarca. Apesar disto, e das grandes barbas brancas ideais que me andam pelo rosto, lá vou pelo noturno, de domingo, 1º de dezembro, à S. Paulo, onde farei, no dia seguinte uma conferência sobre Castro Alves, para auxiliar a construção da herma do poeta. Andei em talas para arranjar coisa que possa agradar a estudantes. Mas conto com o insucesso. Felizmente, de qualquer modo, lucrará o poeta. Obrigado, pelo que dizes do “Peru versus Bolívia”.

Ah! Realmente tem razão o João do Rio (vide Gazeta de domingo passado) ao proclamar-me o único funcionário público romântico, que ainda houve nesta terra.

Adeus. Por que não nos encontraremos em S. Paulo, no salão..., à noite?
Lembranças a todos. Do teu
Euclides da Cunha.


Quinta-feira, 27 de agosto de 2009

8 de out. de 2009

Preciosidades de Guilherme de Almeida

CULTURA



Fazia tempo que eu queria conhecer o sobrado de número 187 da Rua Macapá, em Perdizes. Ali viveu, de 1946 até a morte, o poeta, advogado, jornalista, crítico de cinema, ensaísta e tradutor Guilherme de Almeida (1890-1969). Fechado há três anos, o imóvel, que pertence ao governo paulista desde a década de 70, sofre uma série de adequações para ser reaberto, no primeiro semestre de 2010, como museu e Centro de Estudos de Tradução Literária. Há cerca de um mês, passei algumas horas lá dentro, guiado pelo poeta e diretor do espaço Marcelo Tápia, a fim de escrever uma reportagem para o Estado.

A casa, de 230 m², é impressionante. Móveis, obras de arte e objetos pessoais de Almeida estão ali, preservados, intactos ao tempo (acima, desenho que ele fez do próprio sobrado). Dias depois de minha visita, Tápia enviou-me um e-mail com imagens de algumas preciosidades da casa. Ei-las:


Capa, concebida por Guilherme de Almeida, da revista modernista Klaxon.


Anúncio da Lacta, com design de Guilherme de Almeida, publicado na revista Klaxon.


Capa do livro Nós, de 1917, primeiro de Guilherme de Almeida.


Paulicea Desvairada, de Mário de Andrade, com dedicatória do autor para Guilherme de Almeida. A casa possui um acervo de 6 mil títulos, entre eles muitas primeiras edições de modernistas, autografadas.


Dedicatória de Oswald de Andrade, em seu Memórias Sentimentais de João Miramar a Guilherme de Almeida.


Sagarana, de Guimarães Rosa, com dedicatória do autor para Guilherme de Almeida. O ex-libris de Almeida, concebido e desenhado por ele, traz o lema Sub boni et mali arboris umbra, que quer dizer: "à sombra da árvore do bem e do mal".


Partitura da canção Desejo, parceria de Guilherme de Almeida com o maestro Villa-Lobos.


Segunda-feira, 24 de agosto de 2009

7 de out. de 2009

O humor político dos Parlapatões

CULTURA

O bar que funciona junto ao Espaço Parlapatões tem um caráter político. Quem afirma isso é o próprio palhaço, ator e dramaturgo Hugo Possolo, fundador da trupe que comanda a casa. E isso não é piada.

Frequentado por artistas de todo o tipo e muita gente que gosta de artes em geral, o bar é um dos tantos pontos de encontro da Praça Roosevelt, que nos últimos anos se transformou em cenário para acalorados debates informais acerca do "fazer cultura" em São Paulo.

Mas não é só isso. O ativismo político dos Parlapatões também está presente em suas peças, sempre provocativas. A comédia O Papa e a Bruxa - texto do italiano Dario Fo -, atualmente em cartaz, trata de temas polêmicos para a Igreja, como as drogas, o aborto, a Aids e o celibato.

Outra peça recente que experimentou grande sucesso - e está prevista para voltar à programação no ano que vem, em versão remodelada - foi O Pior de São Paulo. Os Parlapatões prepararam um verdadeiro city-tour pela cidade - os espectadores embarcavam em um ônibus - com esquetes cômicos em cada uma das paradas. "Quando anunciamos a peça, as pessoas imaginavam que iríamos mostrar a pobreza e a sujeira da cidade", lembra Hugo. "Mas São Paulo tem coisa muito pior: por isso escolhemos locais como a Daslu e o Fasano."


Domingo, 23 de agosto de 2009

17 de set. de 2009

Fotos de São Paulo integram acervo de museu cubano

FOTOGRAFIA

FOTO: Angelo Pastorello/ Divulgação

Personagem da seção Paulistânia, o fotógrafo paulistano Angelo Pastorello levou longe suas imagens da São Paulo distorcida - desde outubro ele tem se dedicado a fazer ensaios da cidade, munido de uma câmera pinhole (uma caixa escura, sem lente nem visor, apenas com um orifício).
Ontem ele recebeu um e-mail de Lourdes Benigni, diretora do museu cubano de arte contemporânea Casa de Las Américas. Ela informava que cinco fotos (como o Mercadão, acima) de sua série Cenas de São Paulo, passam a integrar o acervo da instituição.

O interesse surgiu após sua recente visita à ilha, onde participou, com artistas de dez países, da mostra coletiva Ars Latina Habana 2009. Integram a exposição, inaugurada dia 21 no Centro de Desarrollo de las Artes Visuales, outros três brasileiros.


Quinta-feira, 30 de julho de 2009

16 de set. de 2009

Sua frase no museu

CULTURA

Que tal ser autor de uma frase que ficará estampada em uma parede do Museu da Língua Portuguesa? Pois a Poiesis, organização que mantém o espaço, abriu um concurso que irá premiar as dez frases que melhor traduzam a língua portuguesa. É o concurso Idiomaterno.

Os trabalhos deverão ser entregues até o dia 30 de setembro. O regulamento completo está no site do Museu. Os vencedores, além de terem suas frases grafadas na parede, ganharão um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, 20 ingressos para o Museu e um conjunto de catálogos das exposições temporárias que já aconteceram lá.


Quarta-feira, 29 de julho de 2009

15 de set. de 2009

Um artista urbano: o chinês invisível

ARTE

O artista chinês Liu Bolin, 36 anos, ganhou fama de "camaleão humano" e "homem invisível". Desde 2006 ele posa para fotos camuflando-se na paisagem urbana.

É inegável a conotação política de seu trabalho: Bolin escancara o que é ser "massa", cidadão puntiforme, em um país com 1,4 bilhão de habitantes.

Confira alguns de seus trabalhos:

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução


Quarta-feira, 29 de julho de 2009

7 de set. de 2009

45 mil telefonemas por dia

SERVIÇO

Não passa de uma coincidência, mas desde julho do ano passado a central que recebe os 45 mil telefonemas diários para o número 156 fica na Rua 25 de Janeiro, no bairro da Luz. Sim, a rua que homenageia a data de fundação, em 1554, da Vila de São Paulo de Piratininga, a capital paulista de 455 anos.

A central 156 foi criada pela prefeitura em 2002, para servir de atendimento aos mais variados temas da cidade - de qual o dia para o rodízio de seu carro a pedido de poda em árvores, atualmente são 3 mil assuntos, referentes a 97 serviços diferentes. O sistema sempre foi terceirizado e hoje em dia é prestado pela empresa de teleatendimento Call Tecnologia e Serviço.

"O usuário leva, em média, de 2 a 3 minutos para ser atendido", garante a coordenadora operacional do sistema, Renata Veiga. "Temos capacidade para receber até 70 mil ligações por dia. Mas só chegamos perto desse limite quando há algum problema na cidade, como greve de ônibus e metrô." Desde 26 de janeiro de 2007, as ligações para o número 156 são gratuitas.

Para dar conta desse turbilhão de telefonemas com as mais variadas perguntas, críticas e sugestões, trabalha ali um exército de 900 atendentes, que se revezam em turnos durante as 24 horas do dia. Em horários de pico, chegam a estar ali 350 ao mesmo tempo. "Todo mundo recebe um treinamento e cada operador é habilitado a alguns assuntos", explica Renata.

As informações mais solicitadas variam conforme a época do ano. Em dezembro, por exemplo, são muitos que ligam para saber mais sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e como se recadastrar em programas sociais. Atualmente, são constantes os pedidos de esclarecimentos sobre a inspeção veicular obrigatória. "Mas o que não muda é a liderança de dúvidas quanto a itinerários de ônibus, da SPTrans", conta Renata. "Sempre na casa dos 40% do total." Por isso que o maior grupo dos operadores, cerca de 130, é treinado para atender a assuntos da SPTrans.

Mas não é sempre que o serviço dos atendentes é passivo, à espera de solicitações dos cidadãos. "Quando determinada secretaria solicita, também precisamos ligar para as pessoas", diz a coordenadora. Recentemente, por exemplo, parte dos operadores iniciou um trabalho ativo de informações sobre um programa da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento SociaL O projeto beneficia 17 mil pessoas. Nessa primeira fase, 400 receberão as ligações do 156. "Já houve casos também de a Secretária da Saúde pedir para avisarmos quem retirou determinado medicamento gratuito a comparecer de volta para trocar, porque o lote estava com algum problema", lembra Renata.

Os operadores trabalham em turnos de 6 horas, com três intervalos - dois de 10 minutos e um de 20 minutos - para evitar o surgimento de lesão por esforços repetitivos, a famigerada LER. Na tentativa de deixar o ambiente menos sufocante, a empresa decora o ambiente de acordo com as datas comemorativas mais próximas. Carnaval, Páscoa, Dia das Bruxas, Natal... nenhuma passa em branco. "Serve para motivar a equipe", acredita o gerente de operação Rodrigo Bueno.

Para o aniversário da cidade da qual eles tanto escutam os problemas, em 25 de janeiro, os enfeites foram especiais. Eles selecionaram 27 pontos de São Paulo e cada setor do amplo salão onde ficam os atendentes passou a representar um deles. Copos com drinques simbolizaram a Vila Madalena, muito verde lembrava o Parque do Ibirapuera e máscaras e confetes aludiam ao Sambódromo.

Nota do autor: No início do ano, dediquei-me por quase um mês à elaboração de um caderno especial em comemoração ao aniversário de 455 anos de São Paulo. Entretanto, por causa do número de páginas do suplemento, nem todas as reportagens que produzi foram publicadas. Pretendo colocar algumas delas, inéditas, neste espaço.


Segunda-feira, 6 de julho de 2009